quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vida de emigrante

Vida de emigrante é caminhar rumo ao sonho, é aventurarmo-nos no desconhecido, é tomar uma decisão, é cumprir objectivos... e também é sofrer, é ter saudades, é não desistir quando estamos mais em baixo, é sermos solidários...

É contar os dias para voltar a casa (a nossa casa, o nosso canto, que por mais casas que tenhamos, será sempre o nosso lar doce lar).

É voltar com um um enorme sorriso e quando se dá por ela lá estamos nós de regresso, e levamos o coração pesado, cheio de saudade, e trabalhamos (trabalhamos e trabalhamos), para nos esquecer-mos da saudade, da distâncias, dos problemas cá (porque nós estamos lá, e os problemas cá...)


E cada vez que se volta, menos vontade se tem de partir, e mais força temos que arranjar para voltar...


Isto aplica-se a quem trabalha fora de casa, no país, a quem trabalha em Espanha e a  quem ainda mais distante de Portugal trabalha, espalhados pela Europa e pelo resto do Mundo....

É também esta a minha vida, a  vida de uma enfermeira emigrante...

Quase todos os familiares que tenho são emigrantes...e neste mês de Agosto ficava ansiosamente a espera do seu regresso, para matar saudade, para recordamos...

E ha uns anos atrás, não imaginava ser também eu emigrante...

Sou orgulhosamente portuguesa... mas neste momento não tenho muito orgulho do meu país, e do estado em que se encontra, e na falta de oportunidades, na falta de futuro que neste momento nos dá...





segunda-feira, 2 de agosto de 2010

nostalgia...

Tenho 23 anos...


Dizem que temos a vida inteira a nossa frente.

Há tanta coisa que gostava de fazer, tanta coisa que gostava de experimentar, de aprender, de sentir, de ouvir, de apreciar...

De certo que ainda me vou desiludir muitas vezes, vou cair e depois levantar-me, vou perder a coragem (mas depois vou a luta. Mas não quero desistir...

E tenho essa enorme vontade, de lutar pelo que quero...e quero só uma coisa...ser feliz.


Mesmo que ao mesmo tempo tanta coisa me prenda, o medo, o receio, o medo de desiludir, o medo de fracassar.


Sei que ainda há tanta coisa para mudar...E sei que do passado nada posso mudar...























(Um beijinho Pai. Porque foste e és amado, e prometo nunca me esquecer de ti...)