sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Eu quero pintar as paredes com a cor da tua voz..."













"Vamos andar de mãos dadas por ai

pelo mar alto 

pelas praias do sul de frança

pelas dunas do bairro alto

neste desastre feliz

de tão perfeitos instantes

dos teu sonhos de papel

de um tempo sem diamantes

e eu quero pintar as paredes

com a cor da tua voz

vamos andar de mãos dados

o impossível somos nós

dá-me a mão

vamos andar de mãos dadas para sempre

lado a lado

pelas ruas de manhattan

pelos rios do chiado

nesta loucura improvável

de encontrar a alma certa

do lado esquerdo da cama

de uma casa deserta

e eu quero pintar as paredes

com a cor da tua voz

vamos andar de mãos dadas

o impossível somos nós

dá-me a mão"

(Adriana - Sonhos de papel)




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Not ready to love....




















I'm not ready to love, I'm not ready for peace
I'm giving up the dove to the beast
I'm not ready to surrender to another gloved murderer

I'm not ready to love, I'm not ready to fly
I'm giving up belief in the sky
So you can take my seat in up above, on high, say goodbye

I'm not ready to love, I'm not ready to lie

I'm not ready to love
Until I'm ready to love you the way you should be loved
Until I'm ready to hold you the way you should be held
You should be held, but I'm not ready to

(Rufus Wainwright - Not ready to love)






E se há músicas que traduzem o que nos vai na alma,  esta é uma delas... 
Mais palavras para quê? realmente  elas não fazem falta porque o silencio já diz tudo.... 

Dizem que as  vezes palavras  são como  punhais, mas há  silencios que matam...




sexta-feira, 16 de novembro de 2012

 

 

 

 

 

Porque

 

 é 

 

que

 

 TUDO

 

tem 

 

que 

 

ser


 



 SEMPRE

 


 TÃO

 

 COMPLICADO???

 

 

 

 

 

 

 

 

 









 

 

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Meu Anjo-da-Guarda






Faz 6 anos que nos deixaste Meu Anjo….6 anos de SAUDADE….

Beijinhos******

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Desabafo....















Sabem qual é o maior medo que se pode sentir ? 
                                                                            É o medo da perda…


E quando já se perdeu de mais….
                                                      .... este medo transforma-se em terror….


E sabem  qual é o pior sentimento que se pode ter? 
                                                                              É o da saudade eterna…


Que direito tem Deus, de permitir que sintamos isso?



Que direito tem Deus, de levar e ameaçar levar a quem sem eles é quase impossível viver…





E quando realmente os leva, que direito Tem de nos deixar com uma saudade que nunca vamos conseguir matar?







Aos meus Anjos da Guarda…. 
                                                                  (Que deixaram uma saudade interminável…)













segunda-feira, 27 de agosto de 2012

...
















Um ano de SAUDADE.....


Uma saudade eterna....


Uma Saudade, que doi, que tras recordações, lembranças, sorrisos, lágrimas...


Uma saudade que nunca vou conseguir matar.... 



Um beijinho grande*****





domingo, 20 de maio de 2012

A cor da desilusão


"O último pedaço de chão ruiu e o último guardião do nosso templo foi embora. A esperança caiu, quebrou e ficou estilhaçada algures, num universo de promessas e de momentos que nem sabemos se foram reais ou apenas um sonho bom.
Sim! Eu também sei o que é pedir em vão. Pedir ao coração para esquecer. Pedir-lhe que pare, que atenue a dor com a altivez de um último suspiro. Pedir
aos olhos que percam a cor, que percam o brilho, que percam a vida. E ver o desejo negado nas nossas mãos cruas, nos nossos dedos que já não se cruzam com fé para pedir desejos para o futuro, na alma que insiste que tudo passa com o tempo.
É esta a cor da desilusão. A desilusão crescente de se perder uma parte nós mesmos, de descobrir que não somos tão fortes nem tão corajosos como julgámos um dia. De descobrirmos que somos humanos e que podemos ser feridos mesmo que, aparentemente, estejamos bem.
Não dá para viver sem sentir. Sem sentir o medo, sem sentir a angústia, sem sentir a saudade de uma vida que se foi. E querer desistir é como querer travar a tempestade de um olhar que chora por amor. Está à distância do impossível, plantado nas inseguranças e nas parcas vivências que nos inundam a memória. Mas não podemos desligar o coração e não podemos pedir a nós mesmos para pararmos de sentir.
Seria bom. Um regresso às origens. Ser criança outra vez. Ir lá, onde os sonhos eram possíveis. Onde os amigos se zangavam connosco e nos perdoavam com a troca de um brinquedo no recreio. Onde nos diziam o que fazer e nós seguíamos, sem questionar se o caminho indicado era o mais certo. Era o tempo das ilusões e a época dos sonhos. Ainda assim, as feridas ficavam só na pele, os medos ficavam só no escuro do quarto e tudo era sarado com o abraço quente de alguém que jamais nos deixaria. Era o tempo da imaginação e ninguém sofria desilusões. Porque o amanhã era uma promessa. E as promessas eram simplesmente uma realidade que não imaginávamos que podia ser quebrada.
Olhem agora: tudo é feito de medo, mesmo a luz. Tudo é feito de angústia e de dor. Nenhum erro se corrige com simplicidade. Nenhuma cura chega com um abraço. Mesmo o melhor que vivemos traz a questão eterna e incontornável: "até quando?".
Talvez tenhamos perdido a esperança ou talvez ela nos tenha sido roubada. E, sem ela, resta o pedido mudo para que o coração pare, para não ferir mais a cada batimento, para parar o bater incessante de uma desilusão de fel.
Guardemos então o sonho. Seja o sonho qual for. Mesmo que ele esteja ancorado ao desejo de fechar os olhos e não sentir mais. Temos de procurar a criança que fomos antes das cores da desilusão nos roubarem a felicidade. Porque, mesmo assim, apesar de tudo o que se passou, a criança que fomos ainda tem fé. Ela ainda tem a certeza de que a esperança foi roubada pelo tempo numa brincadeira imprópria e que está escondida no futuro, à nossa espera. Nesse futuro que, independentemente das dores e das desilusões, temos de enfrentar de cabeça erguida!"


Marina Ferraz











Se houvesse um rosto para a desilusão esse rosto seria eu.....  

Hoje queria adormecer e voltar a ser criança de novo. A criança que em tempos fui para puder voltar a acreditar nos sonhos, acreditar que todos os sonhos eram possíveis.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Saudade.....

As vezes parecem que ouço a tua voz, os teus gritos, as tuas reclamações…. e até disso tenho saudades…..

Saudades do cheirinho da tua colónia,  dos bons dias com um beijinho na testa, dos teus “boletins meteorológicos, do teu gostar contido. Saudades.....


Quanta vezes te revejo naqueles velhinhos que eu cuido…. quantas vezes sorrio para não chorar…. Quantas vezes choro por dentro e mantenho a postura, porque dizem que temos que gerir as nossa emoções….

Quantas vezes choro nas viagens para não chorar em casa…. choro, limpo as lágrimas, respiro fundo e entro…..









Um beijinho muito grande ***


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

...











"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 



Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'