sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Anjo da Guarda...


Bastaria talvez respirar, respirar somente um pouco
até estabilizar cada batida (do coração)
e não procurar momento, para ir embora (não vá embora)
porque não pode ser um hábito
Dezembro sem você, quem fica aqui espera no impossível
Talvez não, não tenha mais tempo para explicar
para perguntar se eu tinha te dado amor
eu estou aqui aqui e ainda tenho tanto a dizer.



Porque se quebram entre os dentes
as coisas mais importantes
aquelas palavras que não ousamos nunca (dizer)
e dou um mergulho na dor, para trazer à tona (as palavras)
trazê-las aqui, uma a uma aqui
você as escuta, (elas) pesam e ficam para sempre em nos
e se me falta você, eu não sei repeti-las eu não consigo mais dizê-las.



Talvez não, aqui chovem lembranças
e eu farei ainda mais, admito que é tarde
como gostaria de poder ainda dizer.



E talvez não, não tenho mais o tempo para explicar
eu também tinha algo à esperar do futuro
algo para terminar junto à você.



Talvez me basta respirar

somente respirar um pouco

Talvez seja tarde, talvez ainda não…


(tradução da letra Talvez não de Laura Pausini)












Novo single da cantora romântica Laura Pausini, “Invence no” do excelente e novo álbum “Primavera in anticipo”....

Cercare di non cadere in amore



Parece que ainda foi ontem...

O primeiro CD que recebi foi da Laura Pausini, dado por ti...e foi impossível não me apaixonar... tal como me apaixonei pelo timbre, pelas músicas e pelas letras de Mafalda Veiga...

Guardo-o religiosamente.
..

Dizem que por vezes nos temos que desligar do passado....e que para isso devemos desligar-nos dos objectos do passado...
Mas há coisas que não me consigo desligar,nem tão pouco quero desligar.... desligar-me significava perder-te para sempre... e eu quero, preciso de manter viva a tua memoria...

Em cada um desses objectos, guardo um bocado de ti...e na música deixaste uma parte de ti...e acredito que é a musica que nos une...


“Primavera in anticipo”, ias gostar, tenho a certeza...é talvez o melhor de todos...



Brigada por tudo, M
eu Anjo-da-Guarda

domingo, 16 de novembro de 2008

Saudades...


Tenho saudades tuas... Daquelas que enchem o peito até cansar, que apertam o coração, até doer...

Curar-me da tua ausência? não tem cura. Não me curei e acho que nunca irei fazê-lo...

Às vezes não quero acreditar, que nunca mais te vou ver, não quero acreditar que nunca mais, me vais abraçar...
E choro, vezes e vezes sem conta...

Escrevo-te, porque não sei fazer mais nada... porque não sei dizer-te mais nada...

Apenas dizer-te que sinto demais a tua falta...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O meu sentir... :(


“Silencio!
Lágrimas geladas descem pelo meu rosto
molham minha face e suaviza minha dor
Silencio!
A saudade invade o meu ser e as lembranças consomem meu coração
Silencio!
Palavras já não tenho para expressar o que sinto
Meus lábios ficam inertes não consigo falar
Apenas vivo o que sinto
As palavras fugiram de mim
Agora permaneço assim
Em silêncio”

(Autor desconhecido)




Faz amanhã 2 anos que partiste... E de novo aqui estou …
E outra vez este redemoinho de emoções toma conta de mim…

Dois anos e a mesma dor…

Ainda hoje tenho a sensação que me vais ligar a qualquer momento…

A ti, já ninguém devolve a vida que ficou por viver, os beijos que deixaste por dar, os abraços, os sonhos e planos não realizados, as viagens que não fizeste…


Tinhas tanta vida ainda pela frente...

Tenho sentido muito a tua falta...

Esta música é para ti (que sei que me vês) ….,ainda hoje não a consigo ouvir sem chorar...





Serás sempre uma estrela no céu….


Beijinhos onde quer que estejas, meu anjo ****

quarta-feira, 2 de julho de 2008

....



"Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse a chorar isto que sinto!"


****


"E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!"


(Florbela Espanca)




“Adormeço-te as palavras nunca gastas por se dizerem e invento-te as formas numa noite em que as sonho.”




Pensei que ao estar longe de ti eu pudesse esquecer-te. Que conseguisse esquecer-te. Mesmo que (não) fosse essa a minha vontade, percebi que seria o melhor para mim encontrar uma forma de te esquecer.


Não consegui que isso acontecesse, simplesmente penso cada vez mais em ti, e não entendo porque… Não devia... já não devia esperar nada de ti…


Às vezes questiono-me… questiono-me sobre a minha vontade irreprimível de te ter…

Tenho tido sonhos, que parecem tão reais…que por momentos penso que não estou a sonhar… sonhos que desejava que fossem reais...


Ajuda-me a esquecer-te… só quando te esquecer vou conseguir descansar e seguir em frente…


terça-feira, 17 de junho de 2008

Tenho tantas saudades tuas...

Oi fofa... era sempre assim que começava uma sms tua...tudo o que escrevias tinha sorrisos, esperanças e muita força... contagiavas-me. Não te esquecias nunca de mostrar a tua amizade, conforto, um sorriso... Assim, sem mais nem menos, porque tu eras assim...


E é assim que serás sempre na minha memória. Uma estrela brilhante com um grande sorriso ao meio... Das duas últimas vezes que te vi, os teus olhos brilhavam imensamente, e é com esse brilho no olhar que me quero lembrar de ti...


Não te vou dizer que aceitei bem a tua partida... porque se o fizesse mentiría...sem ti fico mais pobre, mais vazia.... as vezes parece que perdi uma parte de mim... uma parte de mim que era o suporte das fases menos boas, e mesmo que estivesse a ir abaixo, lá estavas tu...nas derrotas, nas vitórias, nos dias em que precisava de ouvir alguma coisa, nos dias em não era preciso dizer nada...


Sei que estas em paz e sei que a vida é mesmo assim, e como tal não podemos fazer nada para voltar atrás. Por isso há que seguir em frente....mas fazes-me falta caramba.....fazes tanta falta.


E as vezes, há coisas que me fazem lembrar de ti... mais do que as datas, mais do que as lembranças... as vezes revejo-te em alguna rostos, em alguns sorrisos... e ainda que seja bom lembrar-me de ti...não deixa de correr uma lágrima, não deixo de pensar o quanto era bom ter-te aqui...


E hoje, é um desses dias...


terça-feira, 3 de junho de 2008

Parabéns... onde quer que estejas...


Andei todo o dia a tentar conter-me.. a tentar sorrir.... pois esta era a forma como me queria lembrar de ti.....

Desculpa... mas não consegui conter-me...não aguentei...

Desculpa por não ser capaz de visitar-te...ao local que as pessoas gostam de chamar "última morada"...
Detesto ter lá ir... Tu sabes como sempre detestei, desde pequena. Era suposto que com o passar dos anos me tivesse habituado, mas não... Não consigo... Essa não devia de ser a tua morada.... ainda não... só quando estivesses velhinha... depois de viveres tudo o que tinhas direito.... Era suposto hoje haver bolo de anos, prendas, cantar parabéns a torto e a direito, etc... Mas tudo o que posso ter hoje são lembranças, recordações...

Como gostava de ter comigo hoje...


Como gostava tanto de ter-te aqui... mesmo que nã dissesse nada, bastava só aqueles abraços do tamanho do mundo, envolventes, aconchegantes, que tenho saudades de receber... acho que me estou a sentir-me de novo perdida, cansada de lutar contra a maré, cansada das coisas do costume, com vontade de chorar, de fugir, não ter que pensar em nada...


Porque te adoro e continuo a sentir tantas saudades tuas... sinto tanta a tua falta...

Parabéns prima, amiga, maninha...
onde quer que estejas...

Beijinhos**

sábado, 31 de maio de 2008

....


"Entrou.
Eu não lhe dei a direcção,
por caminhos proíbidos, chegou aqui
com o seu ar cansado.

Fiquei com as mãos atadas ao que dei,
na ilusão que era destino o peso de quem
depende de algúem.

Quis escolher. Agora chega. Vou fugir.
Quis falar, mas tiraram a cor do desenho que te ia mostrar.
Quis sofrer....e não há nada que me faça chorar.
Nada mais forte mais fundo em mim.

Entrou.
Voltou atrás, desapareceu
sem amor, sem sentir nada.
Fingiu não ver que me queimou.

Rasguei toda a esperança que me dei,
tudo o que vi e não pousou,
e a indiferença que deixaste ficar.

E não há nada que me faça chorar..."


(Falsa Liberdade - Simplus)




Por muito que a música diga para não chorar, não há nada mais forte que me faça parar... queria não ter nada que me fizesse chorar... mas não consigo...




Não sei o que dizer... sinto-me cansada, confusa...

Parece que o norte se foi.... e fico sem saber porque caminho enveredar... acho que estou perdida nos caminhos que julgava conhecer.... os caminhos de uma estrada que me parece tao familiar, e ao mesmo tempo, parece-me que não a conheço...parece-me tão grande, tão vaga, tão sombria....


O que fazer, quando se depara um obstáculo que já ultrapassamos e agora nos parece assombroso?

Às vezes pergunto-me onde deixei a força e a coragem que julgava ter...questiono-me-me onde deixei os pormenores do meu caminho, mas minhas pedrinhas para me orientar, não para casa, mas para mim mesma...

Já não tenho a segurança dos caminhos que trilho... Parecem-me todos demasiado incertos, demasiado desconhecidos, demasiado vazios....





sexta-feira, 16 de maio de 2008

..........



O passo a mais que, longe, muito longe, damos a cada caminhada é o que nos coloca mais próximos de tudo que podemos ser (ou sonhamos ser…)

A tentativa além, um pouco mais além de todas as que já fizemos, é a que mais claramente revela do que somos capazes e até onde poderemos chegar (ou não chegar…)

Quantos de nós nos entregamos antes mesmo de tentar pela simples dificuldade de perceber que é possível ultrapassar o limite do círculo que traçamos em torno de nós e ao longo da vida…

Mas… sinto a cada dia que passa, que me encontro mais longe de um caminho que julgava ser um caminho… que me conduzia a um sentimento que muita gente chama de felicidade...que não é mais do que uma pura utopia…
a felicidade, como tudo mais, há muito tempo que já está fora de moda...

Posso estar enganada mas é o que me parece.. .e que a sorte esteja do meu lado de maneira a voltar a caminhar nesse caminho….


A vida dá muitas voltas e até posso escolher outro caminho mas por enquanto é este que quero e nao me deixam ir...

:(





"Quantas vezes nós pensamos em desistir
Deixar de lado, o ideial e os sonhos

Quantas vezes batemos em retirada
Com o coração amargurado pela injustiça

Quantas vezes sentimos o peso da
Responsabilidade
Sem ter com quem dividir

Quantas vezes sentimos a solidão
Mesmo cercados de pessoas

Quantas vezes falamos
Sem sermos notados

Quantas vezes lutamos
Por uma causa perdida

Quantas vezes voltamos para casa
Com a sensação de derrota

Quantas vezes aquela lágrima
Teima em cair , justamente na hora
Em que precisamos parecer fortes......."

(Autor Desconhecido)


domingo, 6 de abril de 2008

....

“O amor não é aquilo que queremos sentir, mas sim aquilo que sentimos sem querer...”



Amo-te sem querer e não encontro razões para não te amar, porque simplesmente te amo...

Não posso continuar a negar que te amo, é inútil fingir que te estou a conseguir esquecer porque isso é enganar-me, guardo muitas coisas para mim porque assim dói menos, mas cansei de tanto segredo quero dizer que te amo mas não posso, parece que não és nem nunca serás meu... nunca haverá um "nós" neste história, as "pontes" só existem nos meus sonhos...

Se não te vejo, tenho saudades, se te vejo quero fugir…. Se não falas comigo, tento entender porque… Quando estás sozinho, falas como se nada fosse, quando não estás, parece que tens medo de falar, fechas-te em copas....Quando sorris, o meu mundo pára, enfeitiças-me, fico de tal maneira, que nem consigo ser racional.... não que não me faças bem, pelo menos no momento.... mas é passageiro... depois vem uma espécie de “ressaca”… um estado incompreensivel, que não consigo explicar…


Podia ter lutado por ti, podia ter admitido o que sentia, mas agora é tarde…Sinto-me desiludida comigo própria… e sei que numa mesma situação voltaria a fazer o mesmo… Senti-me culpada durante tantos meses, senti-me revoltada por que estava a trair uma amizade (real ou não...), mesmo não tendo culpa daquilo que sentia... Quero esquecer-te, seguir em frente, mas não consigo, "fica tão fácil entregar a alma a quem nos traga um sopro do deserto..."

Queria continuar a ser tua amiga...dizer-te que podes contar sempre comigo... mesmo sabendo o que representa para mim a tua amizade...

“Devo sorrir porque somos amigos? Ou chorar porque nunca seremos mais do que amigos?”




A noite vem às vezes tão perdida

E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto

Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer

Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

(Cúmplices - Mafalda Veiga)

sábado, 15 de março de 2008

Sinto a tua falta...



Tenho sentido a tua falta, sabes?
Ainda me custa acreditar que ja nao estas aqui...

Mas, sei que inda vives dentro de mim... és parte de mim....
Conforta-me saber que estas aqui, em tudo o que me rodeia, e que te ris das minhas parvoices...

Tantas coisas que me fazem lembrar de ti.... mas eu sei que sorris para mim.... não deixarei de me importar....não esquecerei.... mesmo sozinha numa sala... o teu calor vai manter a minha esperança viva....


Porque a sinto a tua falta...

Porque tenho saudades tuas...






"Tira a mão do queixo não penses mais nisso

O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota


Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar


Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo.


Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar."


(A gente vai continuar - Jorge Palma)









Bem ao teu gosto...


Porque enquanto houver estrada para andar, eu vou continuar, e sei que tu vais-me acompanhar sempre...






terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cansada...

Cansada….tem sido uns meses duros, trabalhosos, cansativos, sem tempo para nada, abdicar de fazer aquilo que mais gosto, como simplesmente apanhar ar, ouvir o barulho do mar… Mas finalmente férias, uns dias para descansar…

Mas às vezes é bom ter a mente ocupada, estar ocupada…até porque se bem me conheço tenho essa tendência…a tendência de com os dias menos ocupados, ter a mente mais livre para pensar no bom e no mau…

E o mau… foi sentir-me meio perdida em sentimentos que reavivaram, e que agora tenho a certeza, estiveram sempre presentes… E cada vez estar mais transparente, ter dificuldade em esconder o que sinto…

As vezes pensamos que o tempo cura tudo, que fecha todas a feridas….mas enganamo-nos. Talvez atenue a dor nas feridas, talvez até as cicatrize, mas fica sempre a cicatriz, e essa as vezes ainda dói …Ou então, talvez so ajude a assentar uma camada superficial, que para que a mais pequena pancada, queda, fique tudo a descoberto e a ferida volte a abrir…


E quando falo em feridas…não falo só naquela que o coração abriu…porque essa sou burra…burra em continuar a gostar tanto de algum, e não conseguir esquecer esse alguém…mesmo que invente defeitos, mesmo que tente chatear, enfurecer, não é por isso que gosto menos de ti…

O mau…foi ter perdido uma pessoa tão especial (se calhar perdi duas…mas uma foi para sempre..). Cada vez que alguma poeira se levanta, cada vez que tenho que enfrentar a realidade de que não estás mais aqui, ”fujo”, envisto todas as minhas forças num trabalho, numa tarefa….mas a verdade é essa, continuo a ter medo de enfrentar essa realidade… tenho medo daquilo que possa doer, porque se já assim dói tanto… mais do que todos os desgostos amorosos que possa ter..

E imaginar, que poderias estar aqui, e agora ate estarias mais pertinho…imaginar tudo isso….dói tanto, mas tanto que me anestesia….e ver que as pessoas que mais te amam no mundo, se abateram assim, estão a desistir dos seus sonhos, dos sues projectos, daquilo que tem construído com tantos anos de trabalho, esforço e sacrifico….e pior é não pode fazer nada… e acho que enquanto continuar a ve-los sofrer não vou ser capaz de seguir em frente…

E sinto-me tão cansada disso, tão cansada de me sentir fraca, incapaz de ajudar…

Acho que só preciso de dormir….o ideal era acordar amanha, e não passar tudo de um pesadelo….telefonar-te a ouvir a tua voz a dizer que esta tudo bem, que vai correr tudo bem… Mas a realidade é que vou acordar com a mesma sensação…. só queria acordar...e pensar que desta é de vez...




Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz

Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão

Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez

Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade

Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez


(As regras da sensatez - Rui Veloso)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Gosto de ti....

Gosto de ti. Gosto de ti de todas as formas de gostar. Adoro a tua voz quente, esse sorriso, a tua simplicidade, a maneira como encaras a vida. Gosto de ti… como já ñ me lembrava de gostar assim de alguém... contigo, tudo fica mais fácil…um dia de chuva passa para sol… Acho que sabes….pelo menos é o que acho…mas as vezes… as vezes fazes milagres no meu dia… as vezes consegues ser das melhores coisas do dia.. Às vezes pergunto-me, como consegues ser tão cego….e seres tão perspicaz para outras coisas…

Sei que este sorriso não me pertence, nem tão pouco lutei por ele. Até a pouco tempo, andava com as ideias mais ou menos organizadas, disposta a esquecer-te e estava quase… mas não te consigo esquecer...e quanto mais tento, parece que mais estou presa a este sentimento... ver-te assim, triste…. fez-me reavivar esse sentimento, fez-me relembrar aquilo que secretamente sabia, trouxe-me de novo confusão, fez-me colocar questões, que nunca antes tinha colocado….

Apenas sei que te quero ver feliz. És uma daquelas pessoas raras, especialmente para um rapaz… mereces ser feliz, com a pessoa que escolheres, com a pessoa que te fizer feliz... mas também acho que deves lutar por essa felicidade… Quero apenas acreditar que é só apenas uma fase má, e como em todas as relações, há problemas, mas que depois passam…incha, desincha e passa... quero acreditar que sim… e quero-te ver outra vez feliz… com esse sorriso genuino.... e não sorrir para disfarçar, sorrir para não chorar.




"Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me."

(Ilumina-me - Pedro Abrunhosa)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

:( ............ :(

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."

(Martha Medeiros)




Hoje, nem sei como me sinto... Faltam-me as palavras para descrever o que estou a sentir…sei que dói…tanto, que própria dor como que me anestesia. Ouço musica, para tentar aliviar... estou sentada em frente ao computador, numa tentativa de enganar a dor, de manter a cabeça ocupada.... mas, de quando em quando caiem-me as lágrimas… lágrimas de saudade…. lágrimas de incapacidade de ajudar aquelas pessoas que neste momento estão a sofrer, que perderam a esperança, deixaram de lutar pelos seus sonhos, e que aos poucos estão a desistir da vida que construíram até agora…. perderam a vontade de viver…ver quem eram, e no estão… recordar momentos felizes, recordar sorrisos… e que agora não passam de meros olhares vagos, perdidos… não imagino a dor…. perder-te foi a maior das dores para mim… e se me doeu tanto a mim (e continua a doer), que fará a dor da perda de um filho…..


Estejas onde estiveres... ilumina-os… mostra-lhe o caminho… ajuda-os a encontra-lo…parecem perdidos, e dói-me tanto vê-los assim…



Como sermos fortes, mesmo quando não o conseguimos ser?






quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo"

Não estou preparada para admitir o que sinto por ti... Isso seria o mesmo que torná-lo real, impossível de escapar. É mais fácil fugir e continuar a negar. Dar a entender que não passas de mais um entre tantos, mesmo sabendo que és uma pessoa especial para mim...

Há dias em que estou decidida a ser feliz, a lutar por isso... Mas lutar por ti? Não, é demais... Para quê perder-me em ilusões, se sei que nunca vão passar disso mesmo? Ilusões e nada mais...Não vale a pena arranjar mais motivos para sofrer... estou farta de cair nos desgostos do coração. Vou mantê-lo bem fechado, enquanto achar que não é seguro ele andar por aí. Não quero reabrir uma ferida que ainda nem cicatrizou... e que quando penso que já cicatrizou volta novamente a abrir...

Tento convencer-me que estes sentimentos vão desaparecer, que não são nada de especial... convenço-me vezes e vezes sem conta... Desejo profundamente que isso aconteça, mas tu não o permites... Continuas a ser a pessoa mais distante de mim e, estranhamente, a mais próxima também. Já não te sei resistir...e se calhar nunca consegui...

Não sei que força tens para me atraíres a ti desta maneira... Dou por mim perdida em pensamentos, como que enfeitiçada pelo brilho dos teus olhos, encantada por esse sorriso malandro e essa voz de locutor... Quanto mais tento fugir de ti, mais me aproximo... consegues fazer-me sorrir, mesmo quando me esqueço de como se sorri...

É escusado mentir... gosto de ti.









Escrito há uns meses atrás… entretanto o tempo passou …


Não, não te consegui esquecer… Sim, continuo a sentir-me insegura e confusa… Sim, tenho andado a “enganar-me” a mim própria… Não, não sou lutadora...

Antes queria que me desiludisses… que tivesse tantos defeitos que não te conseguisse suportar…que não fosse tão simpático, amável…. que não fosses meu amigo… E o pior é que consigo perceber porque me deixaste assim… o pior é que cada vez encontro mais qualidades, cada vez te admiro mais… como pessoa que és… a verdade é que me continuas a enfeitiçar com esse teu jeito… e também verdade é que sinto mal por isso… mal por guardar o que sinto para mim… mal porque luto contra mim para te esquecer (e não consigo)… Mas tu, tu fazes-me sorrir, mesmo quando no momento o que mais apeteça é chorar ou fugir… por muito nublado que estejas o dia, tu consegues faze-lo abrir, consegues arrancar um sorriso…


Tens sido o melhor e o pior de mim… Senti por ti aquilo que já não me lembrava sentir… perdi-me em ti… e perdi-me em mim, quando percebi aquilo que não podia jamais sentir por ti…