domingo, 16 de setembro de 2007

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"Às vezes não sei o que hei-de fazer da vida, vejo os dias sucederem-se num comboio estúpido e sem estações conduzido por um maquinista louco, que não faz a mínima ideia onde acaba a linha e o pior é que nem quer saber. O comboio desliza sobre os carris cada vez mais depressa como se a qualquer instante perdesse a aderência e descarrilasse e então imagino as carruagens tombadas com as vísceras das minhas memórias espalhadas por todo o lado, a vida desmantelada naquilo que já foi uma existência rica e cheia e que agora não vale nada."



Não sei quem escreveu isto...mas a verdade é que define aquilo que só eu sinto, e para o qual não encontrei palavras...




Tenho andado assim...

Perdida...

Vazia...

Vazia de mim mesma...

Vazia de ideias...

Vazia de tudo...

Sinto-me estranha...

Sinto-me cansada...

Sem vontade de nada...

Sinto-me desiludida...

Desiludida comigo própria...

Pareço uma página em branco...

À espera que escrevam algo...

Ou há espera de mudar de página...

Sinto que vou cair novamente...

E desta vez não sei se me vou levantar...

E o pior é que acho que não quero saber...




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