
"Às vezes não sei o que hei-de fazer da vida, vejo os dias sucederem-se num comboio estúpido e sem estações conduzido por um maquinista louco, que não faz a mínima ideia onde acaba a linha e o pior é que nem quer saber. O comboio desliza sobre os carris cada vez mais depressa como se a qualquer instante perdesse a aderência e descarrilasse e então imagino as carruagens tombadas com as vísceras das minhas memórias espalhadas por todo o lado, a vida desmantelada naquilo que já foi uma existência rica e cheia e que agora não vale nada."
Não sei quem escreveu isto...mas a verdade é que define aquilo que só eu sinto, e para o qual não encontrei palavras...
Tenho andado assim...
Perdida...
Vazia...
Vazia de mim mesma...
Vazia de ideias...
Vazia de tudo...
Sinto-me estranha...
Sinto-me cansada...
Sem vontade de nada...
Sinto-me desiludida...
Desiludida comigo própria...
Pareço uma página em branco...
À espera que escrevam algo...
Ou há espera de mudar de página...
Sinto que vou cair novamente...
E desta vez não sei se me vou levantar...
E o pior é que acho que não quero saber...
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