sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Um dia, vou voltar a encontrar as asas que perdi...



“Olha à tua volta e diz-me o que vês.. Nada não é? Um nada que faz parte de um todo que envolve a vida que nos pertence.. Um nada que não fala, não sente, não "nada".. Um nada que assume tantas formas - pessoas, bens materiais - mas que continua a ser um nada.. Um nada que te pode magoar, e cada vez mais se tornará num nada sem importância.. Um nada que te pode fazer feliz e que aí, tornar-se-à mais importante, mas para muitos, não deixará de ser um nada. Um nada no mundo, um nada no seu coração, um nada na sua consciência.”

(Autor Desconhecido)




"Chega pela calada da noite. Vem subindo pelos dedos dos pés, numa espécie de formigueiro. O sonho. Depois sobe ou desliza dependendo da posição de dormir e chega finalmente ao coração sem passar pelo cérebro. O sonho provoca uma espécie de bebedeira fatal, uma ilusão de “tem que ser a qualquer custo”. Esmaga qualquer argumento simples. O Sonho é um tractor com muitas rodas e lagartas, uma espécie de todo-o-terreno da falta de senso. Mas é um sonho. Os sonhos são raros. Os sonhos são para cumprir. Assim se passa do estado de estar-simples-a-cores, para o estado de sonhador-lerdo-a-preto-e-branco.

O sonho é um argumento para justificar qualquer coisa. Saltar de pára-quedas e partir a coluna a seguir, comer gafanhotos e pensar que se é profeta no deserto e ficar com diarreia, pisar alguém que está ao nosso lado e achar que se está a matar um dragão-mau. O sonho tudo justifica. O sonho é que interessa. Forte. Em frente. A grande velocidade.

Nesta voracidade justificada pelo sonho fica para trás a realidade, agora num pesadelo"


(Autor Desconhecido)



Talvez um dia vá encontar as asas que perdi...talvez um dia reencontre novamente a capacidade de sonhar... talvez um dia as coisas mudem...talvez um dia consiga mesmo voar... Talvez um dia volte a ser feliz...

Não sei onde e quando perdi as minhas asas, acho que ao longo do tempo tem ficado por aí, em pequenos pedaços, como as folhas que caem no outono e são levadas pelo vento... ainda que as folhas voltam a crescer...já as asas não sei se voltam a crescer...mas talvez as volte a encontrar... Ao mesmo tempo que perdi as asas, também a capacidade de sonhar foi enfraquecendo...

O sonho "provoca uma bebedeira fatal", e a "ressaca" é quando acordamos para a realidade... esta ressaca arrasa-me... em cada uma destas "ressacas" cada vez sinto mais a tua falta...em cada um dessas "ressacas" parece que a saudade doi mais... as vezes parece que cada vez que tento andar um passo para a frente, ando dois para trás...cada vez que tento seguir em frente, há sempre um obstáculo, há sempre um promenor que me escapa...

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