
(Autor Desconhecido)
"Chega pela calada da noite. Vem subindo pelos dedos dos pés, numa espécie de formigueiro. O sonho. Depois sobe ou desliza dependendo da posição de dormir e chega finalmente ao coração sem passar pelo cérebro. O sonho provoca uma espécie de bebedeira fatal, uma ilusão de “tem que ser a qualquer custo”. Esmaga qualquer argumento simples. O Sonho é um tractor com muitas rodas e lagartas, uma espécie de todo-o-terreno da falta de senso. Mas é um sonho. Os sonhos são raros. Os sonhos são para cumprir. Assim se passa do estado de estar-simples-a-cores, para o estado de sonhador-lerdo-a-preto-e-branco.
O sonho é um argumento para justificar qualquer coisa. Saltar de pára-quedas e partir a coluna a seguir, comer gafanhotos e pensar que se é profeta no deserto e ficar com diarreia, pisar alguém que está ao nosso lado e achar que se está a matar um dragão-mau. O sonho tudo justifica. O sonho é que interessa. Forte. Em frente. A grande velocidade.
Nesta voracidade justificada pelo sonho fica para trás a realidade, agora num pesadelo"
(Autor Desconhecido)
Talvez um dia vá encontar as asas que perdi...talvez um dia reencontre novamente a capacidade de sonhar... talvez um dia as coisas mudem...talvez um dia consiga mesmo voar... Talvez um dia volte a ser feliz...Não sei onde e quando perdi as minhas asas, acho que ao longo do tempo tem ficado por aí, em pequenos pedaços, como as folhas que caem no outono e são levadas pelo vento... ainda que as folhas voltam a crescer...já as asas não sei se voltam a crescer...mas talvez as volte a encontrar... Ao mesmo tempo que perdi as asas, também a capacidade de sonhar foi enfraquecendo...
O sonho "provoca uma bebedeira fatal", e a "ressaca" é quando acordamos para a realidade... esta ressaca arrasa-me... em cada uma destas "ressacas" cada vez sinto mais a tua falta...em cada um dessas "ressacas" parece que a saudade doi mais... as vezes parece que cada vez que tento andar um passo para a frente, ando dois para trás...cada vez que tento seguir em frente, há sempre um obstáculo, há sempre um promenor que me escapa...
Sem comentários:
Enviar um comentário