domingo, 6 de abril de 2008

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“O amor não é aquilo que queremos sentir, mas sim aquilo que sentimos sem querer...”



Amo-te sem querer e não encontro razões para não te amar, porque simplesmente te amo...

Não posso continuar a negar que te amo, é inútil fingir que te estou a conseguir esquecer porque isso é enganar-me, guardo muitas coisas para mim porque assim dói menos, mas cansei de tanto segredo quero dizer que te amo mas não posso, parece que não és nem nunca serás meu... nunca haverá um "nós" neste história, as "pontes" só existem nos meus sonhos...

Se não te vejo, tenho saudades, se te vejo quero fugir…. Se não falas comigo, tento entender porque… Quando estás sozinho, falas como se nada fosse, quando não estás, parece que tens medo de falar, fechas-te em copas....Quando sorris, o meu mundo pára, enfeitiças-me, fico de tal maneira, que nem consigo ser racional.... não que não me faças bem, pelo menos no momento.... mas é passageiro... depois vem uma espécie de “ressaca”… um estado incompreensivel, que não consigo explicar…


Podia ter lutado por ti, podia ter admitido o que sentia, mas agora é tarde…Sinto-me desiludida comigo própria… e sei que numa mesma situação voltaria a fazer o mesmo… Senti-me culpada durante tantos meses, senti-me revoltada por que estava a trair uma amizade (real ou não...), mesmo não tendo culpa daquilo que sentia... Quero esquecer-te, seguir em frente, mas não consigo, "fica tão fácil entregar a alma a quem nos traga um sopro do deserto..."

Queria continuar a ser tua amiga...dizer-te que podes contar sempre comigo... mesmo sabendo o que representa para mim a tua amizade...

“Devo sorrir porque somos amigos? Ou chorar porque nunca seremos mais do que amigos?”




A noite vem às vezes tão perdida

E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto

Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer

Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

(Cúmplices - Mafalda Veiga)

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