sábado, 31 de maio de 2008

....


"Entrou.
Eu não lhe dei a direcção,
por caminhos proíbidos, chegou aqui
com o seu ar cansado.

Fiquei com as mãos atadas ao que dei,
na ilusão que era destino o peso de quem
depende de algúem.

Quis escolher. Agora chega. Vou fugir.
Quis falar, mas tiraram a cor do desenho que te ia mostrar.
Quis sofrer....e não há nada que me faça chorar.
Nada mais forte mais fundo em mim.

Entrou.
Voltou atrás, desapareceu
sem amor, sem sentir nada.
Fingiu não ver que me queimou.

Rasguei toda a esperança que me dei,
tudo o que vi e não pousou,
e a indiferença que deixaste ficar.

E não há nada que me faça chorar..."


(Falsa Liberdade - Simplus)




Por muito que a música diga para não chorar, não há nada mais forte que me faça parar... queria não ter nada que me fizesse chorar... mas não consigo...




Não sei o que dizer... sinto-me cansada, confusa...

Parece que o norte se foi.... e fico sem saber porque caminho enveredar... acho que estou perdida nos caminhos que julgava conhecer.... os caminhos de uma estrada que me parece tao familiar, e ao mesmo tempo, parece-me que não a conheço...parece-me tão grande, tão vaga, tão sombria....


O que fazer, quando se depara um obstáculo que já ultrapassamos e agora nos parece assombroso?

Às vezes pergunto-me onde deixei a força e a coragem que julgava ter...questiono-me-me onde deixei os pormenores do meu caminho, mas minhas pedrinhas para me orientar, não para casa, mas para mim mesma...

Já não tenho a segurança dos caminhos que trilho... Parecem-me todos demasiado incertos, demasiado desconhecidos, demasiado vazios....





Sem comentários:

Enviar um comentário