Simplesmente apeteceu-me... para aqueles dias em que preciso de desabafar e não consigo abrir-me com ninguém, encontro a escrever uma maneira de libertar de todos os sentimentos que mantenho aprisionados dentro de mim...Hoje é um destes dias, em que me sinto fraca,sozinha, incapaz de olhar em frente....procurei no céu a estrela mais brilhante...mas hoje não a consegui encontrar...estava escuro de mais, nuvens de mais a encobri-la,e senti-me estranhamente sozinha... eu imagino que a esta altura, estejas onde estiveres, deves estar a chamar-me uma data de nomes e tens razão...mas conheces-me demasiado bem para saberes que sou uma saudosista, para saberes o quanto sou apegada aqueles que mais gosto... Ultimamente tenho me lembrado de ti com tanta frequência...tenho dado por mim a sorrir, a chorar sozinha e chorar, cada vez que me recordo de uma frase, de uma momento, ouço alguma musica mais especial... choro ao escrever-te isto, e ao imaginar que me deves estar chamar "trenga" ou algo do género... choro porque sinto tantas e tantas saudades...saudades de ti, saudades deste mês de Agosto que tantas boas recordações me traz... e que sem ti acho que já não eu o mesmo...
Sei que a vida tem muitas pedras no caminho...e sei que algumas delas devo ser capaz de as ultrapassar, ou não...mas pedras como esta deixam-me derrotada, e por vezes comparo-me a uma arvore que em pleno outono que vai perdendo as suas folhas e ficando vazia... eu sei que as folhas tornam a vir, e que a vida é um ciclo...mas mas tenho medo de voltar a perder a folhas...
Encontrei este texto por aí, e simplesmente gostei...porque apesar de tudo "vão lá estar sempre as marcas a servir de lembrança..."
" Parti o meu porquinho mealheiro para te comprar a prenda perfeita. Contei tostão por tostão e vi que com aquele dinheiro a perfeição não estava ao meu alcance. Apercebi-me então que a prenda ideal seria o amor que sinto por ti, afinal quando se ama não se sente a falta de nada mais! Tu olhaste para mim e choraste por não ver nenhum embrulho. Não percebeste que o amor estava embrulhado em mim e choraste mais. Quando te contei que a tua prenda era o meu amor tu disseste que era pouco e foste embora!
Fiquei sem ti e sem o meu porquinho mealheiro, e embora porquinhos existam muitos e como tu não haja mais ninguém, fiquei com mais pena de ter partido o porquinho do que te ter perdido a ti.. É que o porquinho era como eu, guardava um tesouro dentro de si, ainda que eu, tal como tu, achasse que era pouco..
Tal como eu parti o porquinho e não dei valor ao seu tesouro, tu partiste-me a mim sem dares valor ao meu amor. Como eu me arrependi de o ter partido, mesmo sabendo que era tarde para arrependimentos, também espero que um dia te arrependas e, tal como eu, passes a dar mais valor ao que cada um guarda no seu interior sem teres de o partir..
É que mesmo podendo colar caco por caco, nada nem ninguém volta ser igual! Vão lá estar sempre as marcas a servir de lembrança! "
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